segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A OMS disse para fazer



Vai para dois anos que foi adoptada a Declaração de Beijing pela OMS - Organização de Saúde.

E de que trata esta declaração?

Dado o aumento exponencial da procura e oferta das terapêuticas não convencionais, a OMS tem vindo a pressionar os diversos governos membros para adoptarem politicas que levem à regulamentação de terapias como a Acupunctura, a Osteopatia, a Naturopatia, etc.

Veremos então que directrizes estão na mesa da Ministra da Saúde desde pelo menos Novembro de 2008.

1. A Medicina Tradicional, seus tratamentos e práticas devem ser respeitados, preservados, promovidos e comunicados largamente e de forma apropriada, respeitando as circunstâncias de cada país.

Bom... por cá não temos ouvido nada.

2. Os governos têm a responsabilidade pela promoção da saúde das suas populações, pelo que devem formular políticas nacionais, regulamentos e standards, promovendo a integração da Medicina Tradicional, Complementar e Alternativa nos respectivos sistemas nacionais de saúde, de forma a assegurar o seu uso efectivo, seguro e apropriado

Não quero ser repetitivo... mas não dei por nada.

3. Reconhecendo o progresso que muitos governos já demonstraram até hoje ao integrarem a Medicina Tradicional nos seus serviços nacionais de saúde, apelamos aos que ainda não o fizeram para o fazerem.

Quem fala assim não é gago. Vamos ver.

4. A Medicina Tradicional deve continuar o seu desenvolvimento baseado em pesquisa e inovação. Governos e outros interessados devem colaborar na implementação de uma estratégia global e num plano de acção.

Será que a Fundação Champalimaud pega nisto? Já que não estou a ver as farmacêuticas a fazerem-no... (sim, deixei o Estado de fora, claro.)

5. Os Governos devem estabelecer sistemas para a qualificação, acreditação ou licenciamento de profissionais de Medicina Tradicional. Estes profissionais devem aumentar as suas competências com base em requisitos legais.

Vá... a regulamentar até não somos maus. Façam lá isso. Quero ver.

6. A comunicação entre profissionais de saúde convencionais e não convencionais deve ser fortalecida, desenvolvendo-se programas de treino próprios para profissionais de saúde, estudantes e investigadores.

Vou pesquisar, prometo aqui voltar.

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