terça-feira, 30 de novembro de 2010

Medicina Tradicional-1 Medicina Convencional- 0


Li com atenção a Declaração de Beijing e fiquei cheio de vontade em dedicar alguma atenção ao que tem (ou não tem) sido feito pela Medicina Tradicional, Complementar e Alternativa em Portugal.

É óbvio que é cedo para conclusões e dada a complexidade da questão vou, antes de mais, passar algum tempo a investigar este sector.

Tudo começa por algum lado. E eu comecei por uma pesquisa básica no Google.

Sob o título "Medicina Tradicional" encontro 1.730.000 referências
Sob o título "Medicina Convencional" encontro 324.000 referências

Bom... é um ponto de partida.

Sob o título de "Medicina Tradicional" aqui estão os 3 primeiros links:

1. O link da wikipédia para o conceito de Medicina Tradicional:

É uma descrição brasileira muito sumária do conceito, no entanto, contém referências bibliográficas que merecem uma atenção mais detalhada. Provavelmente lá voltarei.

2. O segundo link é de um Instituto português de formação profissional na área, o IMT - Instituto de Medicina Tradicional

Numa primeira análise vemos uma oferta muito abrangente e completa nesta área, desde workshops a cursos de 4 anos de duração - tenho que aqui voltar, definitivamente.

3. O terceiro link é também de uma instituição de ensino, desta feita uma Escola Superior na área - Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa

Com esta confesso que fiquei baralhado, mas afinal há ou não há cursos superiores nesta área? Tenho que aqui voltar de novo, definitivamente.

Sob o título de "Medicina Convencional" aqui estão os 3 primeiros links:

1. O primeiro é um blog intitulado Medicina Convencional Vs Medicina Alternativa

É pena que a ultima e única entrada seja de Novembro de 2009, talvez porque corresponda apenas a um trabalho escolar de uma turma de 12º ano no âmbito da área de projecto.

2. O segundo é um site de astrologia chamado "fonte de luz"

Neste site apresentam um artigo sobre as diferenças entre as duas abordagens, mas uma vez mais, muito sumario.

3. Em terceiro lugar aparece mais um blog com um post sobre as diferenças entre as duas abordagens

Desta feita é um blog mais completo, no entanto o ultimo post é de Maio de 2009.

Tal como disse anteriormente, teria que começar por qualquer lado. Aqui voltarei.


Créditos da imagem

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A OMS disse para fazer



Vai para dois anos que foi adoptada a Declaração de Beijing pela OMS - Organização de Saúde.

E de que trata esta declaração?

Dado o aumento exponencial da procura e oferta das terapêuticas não convencionais, a OMS tem vindo a pressionar os diversos governos membros para adoptarem politicas que levem à regulamentação de terapias como a Acupunctura, a Osteopatia, a Naturopatia, etc.

Veremos então que directrizes estão na mesa da Ministra da Saúde desde pelo menos Novembro de 2008.

1. A Medicina Tradicional, seus tratamentos e práticas devem ser respeitados, preservados, promovidos e comunicados largamente e de forma apropriada, respeitando as circunstâncias de cada país.

Bom... por cá não temos ouvido nada.

2. Os governos têm a responsabilidade pela promoção da saúde das suas populações, pelo que devem formular políticas nacionais, regulamentos e standards, promovendo a integração da Medicina Tradicional, Complementar e Alternativa nos respectivos sistemas nacionais de saúde, de forma a assegurar o seu uso efectivo, seguro e apropriado

Não quero ser repetitivo... mas não dei por nada.

3. Reconhecendo o progresso que muitos governos já demonstraram até hoje ao integrarem a Medicina Tradicional nos seus serviços nacionais de saúde, apelamos aos que ainda não o fizeram para o fazerem.

Quem fala assim não é gago. Vamos ver.

4. A Medicina Tradicional deve continuar o seu desenvolvimento baseado em pesquisa e inovação. Governos e outros interessados devem colaborar na implementação de uma estratégia global e num plano de acção.

Será que a Fundação Champalimaud pega nisto? Já que não estou a ver as farmacêuticas a fazerem-no... (sim, deixei o Estado de fora, claro.)

5. Os Governos devem estabelecer sistemas para a qualificação, acreditação ou licenciamento de profissionais de Medicina Tradicional. Estes profissionais devem aumentar as suas competências com base em requisitos legais.

Vá... a regulamentar até não somos maus. Façam lá isso. Quero ver.

6. A comunicação entre profissionais de saúde convencionais e não convencionais deve ser fortalecida, desenvolvendo-se programas de treino próprios para profissionais de saúde, estudantes e investigadores.

Vou pesquisar, prometo aqui voltar.

domingo, 28 de novembro de 2010

"Análise Sociológica Ulterior" à pandemia da Gripe A



Fiz o download do documento "Relatório da Pandemia da Gripe A(H1N1)2009 em Portugal" convencido que o texto versaria não só sobre o "fantástico" trabalho realizado pela Direcção Geral de Saúde para nos salvar a vida a todos mas também sobre a "estranha" aversão à vacina que se sentiu na sociedade portuguesa, começando desde logo pelos profissionais de saúde que nos iriam administrar a dita coisa...

Tive que tirar o cavalinho da chuva, pois logo nos agradecimentos leio isto: "(...) No final de Outubro e em Novembro, os movimentos contra a vacinação alcançaram
notoriedade inesperada, o que deverá ser motivo de análise sociológica ulterior.(...)"

Pronto, com esta tirada já vi que não vai valer de nada ler o dito documento.

Cá fico à espera da "análise sociológica ulterior"


Créditos da imagem

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Trabalhos de futuro na área da saúde



No passado dia 23 de Novembro de 2010 foi publicado um artigo que acho deveras interessante...

Versa o dito sobre futuras profissões na área da saúde. Profissões mais flexíveis, produtivas e interessantes do ponto de vista custo-benefício.

Começa por nos apresentar o "Técnico de Diagnóstico Remoto"... não, não será alguém que irá fazer diagnósticos por email :)

Segundo as previsões de proeminentes figuras na área da prestação de cuidados de saúde no reino de Sua Majestade, este técnico iria monitorizar pacientes com doenças prolongadas através dos meios de informação e comunicação existentes ou que venham ainda a desenvolver-se.

Mas não ficamos por aqui... há outro que acho particularmente peculiar, passe a figura de estilo - O Praticante de Cirurgias Gerais - será que vejo aqui um sinal de que ser generalista é agora uma especialidade de futuro? Era um sinal positivo... um sinal de que se escreve direito por linhas tortas, ou seja, a medicina tende tanto à especialização que chega a um momento que percebe que uma das especialidades é ver o ser humano como um todo... quem diria.

E que dizer do "Personal Health Navigator"? Este nem traduzi porque gosto do nome assim mesmo como está! E o que fará a criatura? Simples... dado ser tão complicado hoje em dia perceber qual é o melhor tratamento, a melhor clínica, o melhor plano de saúde, o melhor medicamento, etc, etc, etc, este consultor ou corrector (depende do quanto quer gastar) estaria ao seu dispor para lhe fazer a papa toda.

E para terminar aquele que me fez mesmo levantar a sobrancelha - "Lifestyle Trainer" - que também tem muito mais estilo em Inglês, imaginam isto na língua de Camões? É melhor nem tentar.

Este profissional vai ensinar-nos a escolher onde correr, o que comer, que terapeuta visitar, que medicamentos tomar, vai gritar connosco, vai dizer que nos portámos mal ou bem, vai dar-nos banho e quem sabe até umas massagens - enfim, o que a nossa mãe sempre fez :)

Mas vá lá... eles dizem que serão todos "cost-effective", cá estaremos para ver.

Auriculoterapia para o Glaucoma


Para quem diz que não há demonstração cientifica da eficácia e segurança da Medicina Complementar, aqui fica um estudo recentemente publicado...

Ah! e é para quem problemas no aparelho visual. Irónico.


O objectivo deste estudo era avaliar o efeito da acupressão auricular no controlo de uma condição chamada "Pressão Intra Ocular - PIO" em pacientes com Glaucoma.

A amostra consistiu em trinta e três (33) pacientes com Glaucoma, tendo sido divididos em dois grupos, um grupo experimental (grupo de acupressão auricular) de 16 pacientes (28 olhos com glaucoma) e um grupo de controlo de 17 pacientes (32 olhos com glaucoma).

Os pacientes no grupo experimental receberam um protocolo de auriculoterapia de rim, fígado e olho, estímulo sensorial e massagem duas vezes por dia durante quatro semanas. Os pacientes no grupo de controlo receberam um protocolo de auriculoterapia de pulso, ombro e mandíbula sem qualquer estímulo extra ou massagem.

A PIO - Pressão Intra Ocular e a AV - Acuidade Visual foram avaliadas antes e depois do tratamento nas primeiras 4 semanas e seguidas até às 8 semanas.

Resultados:

Após o tratamento e até final das 8 semanas, houve melhorias significativas no grupo experimental quando comparado com a fase pré-tratamento (p<0.05). Os resultados mais significativos na diminuição da PIO foram vistos no período de 3-4 semanas após o tratamento de acupressão auricular. Os níveis de PIO regressaram aos números iniciais após o tratamento ter sido descontinuado após as 4 semanas.

Foram registadas também melhorias significativas na AVNC (Acuidade Visual Não Corrigida) no período de 2-4 semanas no grupo experimental, tendo também sido registadas melhorias na AVNC do grupo de controlo. A diferença só foi significativa na 3ª semana. Melhorias na AV foram registadas em ambos os grupos, mas apenas foi significativo na 2ª semana.

Conclusões:
Os dados sugerem que a acupressão auricular pode ser usada como tratamento complementar para a diminuir a PIO-Pressão Intra Ocular e a AV-Acuidade Visual em pacientes com Glaucoma.

Pata mais informação contacte o responsável da equipa investigadora:

Yung-Hsiang Chen, PhD
Graduate Institute of Integrated Medicine
College of Chinese Medicine
Department of Urology
China Medical University
No. 91, Hsueh-Shih Road
Taichung 40402
Taiwan
E-mail: yhchen@mail.cmu.edu.tw

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Não é por aqui...


Isto não é novo, e parece que ainda há quem não aprenda com os erros dos outros.

O Infarmed retirou mais um produto do mercado que reivindica acções terapêuticas sem cumprir com os requisitos legais para tal reivindicação.

O caminho não é por aqui, diria Sancho Panza...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O Ratzinger e o Retroviral


Talvez seja só eu e a minha teoria da conspiração, mas não vos parece uma estranha coincidência que na mesma altura em que o Papa (finalmente) lá diz que o preservativo pode ser usado no combate à SIDA, sem significar danação eterna, aparece uma noticia em que se afirma que o uso diário de um retroviral diminui o risco de vir a contrair esta doença?

Uma parece que vem tarde, a outra parece que vem cedo.

Estamos aqui para ver a veracidade de uma e de outra.

1 ano

Levou um ano para pegar neste projecto. Podia ter sido pior.